Rural

Ministério da Agricultura fiscaliza produção e comercialização clandestina de sementes e mudas de cacau no Pará

Publicados

em

Uma força-tarefa do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e da Agência de Defesa Agropecuária do Estado (Adepará) esteve no estado do Pará para combater a produção e comercialização clandestina de sementes e mudas de cacau (Theobroma cacao, Euterpe oleracea, Musa sp e espécies florestais nativas). O estado tem uma área plantada de aproximadamente 220 mil hectares do fruto. 

A ação ocorreu na região da transamazônica – distribuídos nos municípios de Altamira, Brasil Novo, Medicilândia, Uruará, Placas, Novo Repartimento, Anapu, Pacajá e Vitória do Xingu – com objetivo de prevenir e coibir a entrada e a disseminação de pragas associadas à cultura do cacaueiro.

A equipe de fiscalização verificou unidades produtivas, a procedência das mudas, a presença de pragas e orientou e definiu prazos para regularização de estabelecimentos junto a Superintendência Federal de Agricultura do Pará (SFA-PA). Ao todo, foram fiscalizados 55 viveiristas comerciais, 1.547.754 de mudas e 618.700 plantas matrizes. Foram emitidos quatro termos de interdição e dois autos de infração.

“A realização da força-tarefa foi fundamental visto a importância da cultura do cacau para o estado e a necessidade da introdução de material de propagação clonal com garantias de identidade e qualidade, inclusive fitossanitária. Ações como essa são essenciais para preservar a qualidade e a sanidade dos plantios de cacau na região”, relata o Chefe do Serviço de Fiscalização, Inspeção e Sanidade Vegetal do Pará, Wagner da Conceição.

Leia Também:  Preços da batata, alface, cebola e tomate registram alta em outubro

A operação mobilizou pelo Mapa três auditores fiscais federais agropecuários e um agente de atividades agropecuárias do Pará, Maranhão e Minas Gerais e pela Adepará oito fiscais estaduais agropecuários.

Fonte: AgroPlus

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

Rural

Créditos de carbono em reserva ambiental pública

Publicados

em

No Brasil, os créditos de carbono e os serviços ambientais são decorrentes da redução de emissões ou remoção de gases de efeito estufa e da manutenção ou aumento do estoque de carbono florestal de reserva ambiental e de cultivares, como cana-de-açúcar, soja, entre outras, em áreas particulares.

Os projetos de crédito de carbono são certificados no Registro Brasileiro de Emissores (RBE), e, os valores negociados são determinados pelo mercado e variam conforme a oferta e a demanda.

No último dia 27 foi publicado no Diário Oficial da União (DOU), a Medida Provisória 1.151/2022, inovou o mercado de créditos de carbono ao incluir as áreas de reserva ambiental do Poder Público.

E, avançou com a regulamentação da conservação e melhoria da biodiversidade, do solo e do clima e benefícios ecossistêmicos previstos na Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais (Lei 14.119/2021).

A Medida Provisória elegeu o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como agente financeiro das operações dos recursos do Fundo Nacional sobre Mudança do Clima (FNMC), e, pela habilitação dos agentes financeiros ou fintechs, públicos ou privados.

Leia Também:  Servidor do Estado participa de lançamento de 100 milhões de sementes na Amazônia

Determinou que o Governo Federal fará a gestão dos recursos e dos investimentos do FNMC, e, os investimentos na conservação e preservação das áreas de reserva ambiental do município, do estado e da união.

Antes os recursos eram repassados pelas instituições internacionais direto para as ONGs, sem nenhum controle, interesse ou planejamento estratégico de política pública ambiental do Governo brasileiro.

Agora, a Medida Provisória assegura ao Governo a gestão financeira e as diretrizes para fomentar o acesso ao patrimônio genético ou conhecimento tradicional associado para fins de conservação, pesquisa, desenvolvimento e bioprospecção, na restauração e reflorestamento de áreas degradadas, nas atividades de manejo voltadas a conservação da vegetação nativa ou ao desmatamento, no turismo e visitação na área outorgada, e, em produtos obtidos da biodiversidade local, através dos recursos obtidos pelos contratos dos créditos de carbono das áreas públicas.

Somos a maior área ambiental do mundo. Temos 66,3% da área do território nacional preservada, em diversos biomas, sendo 25,6% preservados pelos Produtores Rurais, 10,4% em unidade conservação integral, 13,8% em áreas indígenas, e, 16,5% de vegetação nativa em terras da União, totalizando 564 milhões de hectares, em nível de comparação, corresponde a 43 países e 5 territórios da Europa, segundo os dados da EMBRAPA, da NASA e do Serviço Geológico dos EUA.

Leia Também:  Governo e Ministério Público criam programa Juntos por Minas

A Medida Provisória muda completamente o jogo.

Transforma o enorme passivo ambiental brasileiro em ativo financeiro, regulamenta o mercado de créditos de carbono, gera segurança aos Investidores, fortalece a política a Política Nacional de Pagamento por Serviços Ambientais, e, agrega valor a propriedade rural.

O desafio agora é o Congresso Nacional aprovar a MP 1.151/2022 até o dia 19 de março de 2023, caso contrário, perde a sua validade em 2 de abril de 2023.

 

Isan Oliveira de Rezende

Produtor Rural, Advogado, Engenheiro Agrônomo, Presidente da Federação dos Engenheiros Agrônomos do Estado de Mato Grosso (FEAGRO MT), Presidente do Instituto do Agronegócio, Coordenador da Agricultura Familiar e Agronegócio na Associação de Bancos (ASBAN), e, membro da Câmara Especializada de Agronomia no CREA/MT.

Fonte: Ambiental

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

ALPINÓPOLIS E REGIÃO

MINAS GERAIS

POLÍCIA

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA