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Governo segue mobilizado para levar alento a familiares das vítimas de Brumadinho

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PCMG / Divulgação

Nesta quarta-feira (25/1), completam-se quatro anos desde o rompimento da barragem na mina Córrego do Feijão, em Brumadinho, tragédia que tirou a vida de 272 pessoas (duas estavam grávidas) e é considerada um dos maiores desastres ambientais do país. Do dia do rompimento até hoje, as Forças de Segurança do Governo do Estado seguem empenhadas em dar uma resposta aos familiares e à memória de seus entes queridos. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) faz parte desse esforço coordenado, seja para solução das causas do rompimento e responsabilização pelo fato, como também na identificação das vítimas.

“Em um ano, concluímos um inquérito policial robusto, capaz de fornecer elementos que indicaram decisivamente crimes ambientais e contra a vida. Dessa forma, esperamos trazer respostas aos entes queridos das joias (como são chamados pelos familiares os entes queridos que perderam a vida) de Brumadinho, para que possam se despedir de seus familiares e ter a certeza de poder contar sempre com uma Polícia Civil forte, empenhada na persecução criminal, e, ao mesmo tempo, sensível às dores de vítimas, familiares e amigos”, enfatiza o chefe da instituição, delegado-geral Joaquim Francisco Neto e Silva.

Até o momento, 267 vítimas já foram identificadas. Dessas, 183 tiveram a confirmação pelo exame de papiloscopia (análise das impressões digitais); 50 por DNA; 32 por Odontologia Legal e duas por Antropologia Forense (quando os indivíduos apresentam particularidades que permitem suas identificações).  Atualmente, 37 amostras estão em análise de DNA.

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Identificações

A diretora do Instituto Médico-Legal Dr. André Roquette (Imlar), médica-legista Naray Aparecida Paulino, explica que as identificações feitas pela equipe são analisadas ainda na base Bravo, em Brumadinho, e depois remetidas ao Imlar, onde é feita nova verificação.

“Pelo tempo dos desaparecimentos, os casos recentes estão sendo remetidos ao Instituto de Criminalística (IC) para identificação por DNA”, detalha Naray. “A PCMG permanecerá sempre em busca dessas três pessoas no desejo de poder devolvê-las às suas famílias e, ao mesmo tempo, contribuir para o fechamento desse luto individual e coletivo”, conclui.   

Atuação imediata

PCMG / Divulgação

Desde a primeira notícia do desastre, equipes da PCMG estiveram no local para os atendimentos iniciais, com auxílio inclusive da Coordenação Aerotática (CAT) para busca de sobreviventes e resgate de animais.

No primeiro mês após a queda da barragem, a equipe da Academia de Polícia Civil (Acadepol-MG) ficou responsável pelo acolhimento e pelo cadastro das famílias que foram levadas a Belo Horizonte para o reconhecimento das vítimas. No Imlar, policiais civis coletaram material genético de familiares para auxiliar nos processos de identificação.

Outra mobilização importante foram as seis Comissões Volantes, promovidas pelo Instituto de Identificação da Polícia Civil, que resultaram na emissão de quase 800 carteiras de identidade para as pessoas atingidas.

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Investigações

Com a conclusão do inquérito policial, a cargo do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Meio Ambiente (Dema), no dia 20/1/ 2020, quase um ano após a tragédia, a Polícia Civil indiciou 16 pessoas físicas pelos crimes de homicídio qualificado, crime contra a fauna, crime contra a flora e crime de poluição. Além disso, duas pessoas jurídicas foram indiciadas por crime contra a fauna, crime contra a flora e crime de poluição.

O delegado Luiz Otávio Paulon, um dos responsáveis pelas investigações à época, lembra como foi o processo. “Foi um trabalho muito complexo. Seja pela análise de dados – praticamente cinco terabytes de material digital apurados –, seja por dezenas de aparelhos eletrônicos periciados, ou, ainda, por quase duas centenas de pessoas ouvidas”, destaca Paulon, complementando que entende que as investigações foram bem-sucedidas no sentido de que o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) ofereceu a denúncia ao Poder Judiciário refletindo a mesma conclusão do inquérito policial.

Houve, ainda, voltada à repressão de crimes no município, a conclusão de diversos inquéritos policiais, com destaque para os delitos de estelionato e roubo.

A estimativa da Polícia Civil é que a Operação Brumadinho tenha envolvido diretamente mais de 400 profissionais — delegados, escrivães, investigadores, médicos-legistas, peritos criminais e servidores administrativos.

Os trabalhos para identificação dos desaparecidos remanescentes continuam. 

Fonte: Agência Minas

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Minas Gerais

Iluminação na Cidade Administrativa chama atenção para o mês de combate à hanseníase

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O Auditório Juscelino Kubitschek, na Cidade Administrativa, sede do Governo de Minas Gerais, ganhou iluminação especial na noite desta sexta-feira (27/1) como parte da campanha do Janeiro Roxo, que tem como objetivo conscientizar a população sobre o enfrentamento à hanseníase.

Manchas dormentes, de cor esbranquiçada, avermelhada ou parda, são um dos principais sintomas da doença. Crônica e transmissível, a hanseníase é causada pelo bacilo Mycobacterium leprae, que atinge principalmente a pele e os nervos periféricos, com capacidade de ocasionar lesões neurais.

Sem tratamento adequado, a hanseníase tem alto poder incapacitante, principal responsável pelo estigma e discriminação às pessoas acometidas pela doença.

Por isso é importante alertar a população sobre os sinais e sintomas da doença, a necessidade de procurar os serviços de saúde o quanto antes, além de divulgar o tratamento e cura da doença, combatendo o preconceito que existe diante da falta de informação.

O tratamento da hanseníase está disponível nas unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). Imediatamente após começar o tratamento, que dura entre seis a 12 meses, mesmo os pacientes da forma contagiosa, cerca de 30% do total de doentes já não mais a transmitem para as pessoas com quem convivem. Os contatos domiciliares dos pacientes com hanseníase têm maior risco de desenvolver a doença, portanto, também devem ser examinados e orientados.
 

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Dirceu Aurélio / Imprensa MG

Ações em Minas Gerais

Segundo dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), entre os anos de 2017 e 2021, foram diagnosticados 4.856 novos casos de hanseníase em Minas, com tendência decrescente de notificação. Em 2017 foram 1.104 novos casos; em 2018 foram 1.035 casos; em 2019 foram 1.090 casos; em 2020 foram 759 casos; e em 2021 foram 868.

A SES-MG, por meio da Coordenação de Hanseníase, está empenhada para implementar e fortalecer a “Estratégia Nacional para Enfrentamento da Hanseníase (ENEH) 2023-2030”, adequando-se à realidade do estado.

A coordenação estadual de hanseníase definiu o “Plano Estadual de Enfrentamento da Hanseníase em Minas Gerais, 2019-2022”. Elaborado em parceria com várias instituições, ele propõe a criação de políticas públicas por meio de cinco eixos e diretrizes: fortalecimento das ações de vigilância e integração com Atenção Primária à Saúde (APS); implementação da Rede de Atenção à Pessoa com Hanseníase (RAPH); fomento à educação permanente e integração ensino-serviço; fortalecimento da educação em saúde e mobilização social; e gestão e realização de atividades de monitoramento e avaliação.

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Atualmente, em Minas Grais, os pacientes com hanseníase são assistidos pelas equipes de atenção primária, serviços de atenção especializada, e centros de referência com atuação macrorregional, estadual e nacional.

Também existem quatro Casas de Saúde (antigos Hospitais-Colônias) localizadas nos municípios de Bambuí (Casa de Saúde São Francisco de Assis), Betim (Casa de Saúde Santa Isabel), Três Corações (Casa de Saúde Santa Fé) e Ubá (Casa de Saúde Padre Damião).

A gestão das Casas de Saúde é realizada pela Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig), cabendo à SES-MG implementar as diretrizes nacionais e elaborar políticas públicas relacionadas ao controle do agravo e promoção da saúde e qualidade de vida dos mineiros.

Além disso, por meio da Deliberação CIB-SUS/MG 2706, de 18 de abril de 2018, foi instituído o Comitê Estadual de Enfrentamento da Hanseníase, que é intersetorial e tem caráter consultivo. Em maio de 2021, o comitê foi reestruturado, realizando reuniões mensais que fomentam os compromissos do estado e municípios.

Saiba mais sobre a hanseníase no hotsite da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais: https://www.saude.mg.gov.br/hanseniase.

Fonte: Agência Minas

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