Minas Gerais
Estudantes da rede estadual mineira conquistam 577 medalhas na 17ª Obmep
Apesar de ser temida por muitos, a matemática e seus problemas e questões de raciocínio lógico tem sido motivo de alegria para os milhares de estudantes da rede estadual pública mineira. Na edição de 2022 da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), 577 estudantes da rede estadual foram medalhistas e outros 4.027 receberam menção honrosa. Foram 47 medalhas de ouro, 153 de prata e 377 de bronze. A premiação é concedida pelo Instituto Mineiro de Psicologia Aplicada (Impa) e realizada com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM).
O estudante Márcio Henrique de Oliveira, da Escola Estadual Nossa Senhora do Rosário, em Alfredo Vasconcelos, diz ter ficado surpreso com o resultado da prova. “Fiquei muito feliz ao saber que ganhei minha primeira medalha de ouro. Eu esperava uma boa medalha, mas não a de ouro”, declara. Ele conquistou o segundo lugar geral das medalhas de ouro, dentre todas as escolas da rede pública no estado.
Já para Otávio Rocha Pinheiro, aluno da Escola Estadual Doutor José Pacheco Pimenta, em Brasilândia de Minas, a premiação foi o reconhecimento de muito esforço. “Estou muito feliz por ter conquistado a medalha de ouro na Obmep. Desde o início do ano me dediquei muito, estudando com esse objetivo. Foi muita ansiedade, tanto no momento da prova, quanto na espera dos resultados. Mas foi muito gratificante ver que todo esse esforço, no final, valeu a pena”, afirma.
Apoio do professores
Essa conquista é um mérito conjunto entre estudantes, profissionais de ensino e escolas, que se dedicam a promover o aprendizado. E o esforço tem produzido bons resultados. Desta forma, a Obmep também reconhece os professores pelo apoio e incentivo aos estudantes para participarem da olimpíada do conhecimento. Em Minas, 88 professores de diversas unidades escolares estaduais foram reconhecidos,
“Na nossa escola, já é tradição receber premiações da Obmep. Inclusive, já fui premiada outras vezes. Neste ano, fomos premiados com cinco medalhas — duas de prata e três de bronze — e 21 menções honrosas. Nós levamos a Obmep muito a sério”, ressalta Maria Márcia de Faria Melo, professora destaque da Escola Estadual Professor José Hugo Guimarães, em Carmo do Paranaíba.
Márcia destaca um projeto interno, coordenado por ela, em que os alunos estudam matemática e se aperfeiçoam com foco na Olimpíada. “Nossa escola é muito agraciada pelos nossos alunos, que são esforçados. Esse prêmio não é fácil, a prova é muito difícil, mas eles conseguem fazer de uma forma satisfatória. Nossos resultados são muito bons”, conta a professora.
Apoiar, tirar dúvidas e preparar para a prova. Foi assim que o professor Leandro Marcos Caetano Ramanery, da Escola Estadual Amadeu Gonçalves Boaventura, em Carmo do Paranaíba, incentivou os estudantes. “A gente pegou as questões em que os alunos tiveram maiores dificuldades e trabalhamos elas, de acordo com edições anteriores da prova da Obmep. Tranquilizar e reconhecer o esforço dos jovens também fez parte da jornada de preparação. “Busquei passar para eles que é legal estarem calmos na hora de fazer a prova”, comenta.
A dedicação do professor é reconhecida pelos estudantes. Arthur Moreira e Silva e Arthur Branquinho Almeida. Ambos alunos da Escola Estadual Amadeu Gonçalves Boaventura, conquistaram medalha de ouro. “A gente foi muito bem preparado pelo professor Leandro. Ele sempre fala que é muito importante manter a calma durante a prova”, contam.
Os esforços dos estudantes têm, de fato, resultado em bons frutos, é o que aponta Júlia Rodrigues de Araújo, também da Escola Estadual Amadeu Gonçalves Boaventura. “Ano passado, ganhei menção honrosa na Obmep, o que foi muito bom e serviu de incentivo para eu estudar mais e me dedicar mais. Fazendo isso, me dedicando e me esforçando, consegui ganhar a tão sonhada medalha de bronze este ano“, relata.
Escolas destaque
A Olimpíada também premia e reconhece as unidades escolares que se destacam no desempenho dos estudantes. As unidades de ensino são premiadas com diplomas e kits com material didático. Em Minas, 31 escolas da rede pública estadual foram premiadas. Dentre elas, a E.E. Amadeu Gonçalves Boaventura, do professor Leandro Marcos, que demonstra muito orgulho pelo resultado alcançado pelos alunos.
“Apesar do meu nome constar como professor da turma, o mérito é todo dos alunos. Eles fizeram grupos de estudo, estudaram durante o decorrer do ano e trouxeram questões para dentro de sala para tirar dúvidas comigo. O que eu pude fazer, eu fiz e, consequentemente, deu bons frutos”, completa o professor.
17ª Obmep
A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) tem o objetivo de estimular o estudo da Matemática por meio da resolução de problemas que despertem o interesse e a curiosidade de professores e estudantes. Direcionada a todas as escolas públicas do Brasil, a Obmep é realizada pelo Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), com o apoio da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM) e promovida com recursos do Ministério da Educação (MEC) e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Em sua 17ª edição, que reuniu 18,1 milhões de alunos dos ensinos fundamental e médio, foram distribuídas 575 medalhas de ouro, 1.725 de prata, 5.175 de bronze e 51.900 menções honrosas. As cerimônias de premiação da 17ª Obmep acontecerão em data a ser definida pela organização.
Os medalhistas são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica Jr. (PIC) como incentivo e promoção do desenvolvimento acadêmico. Os participantes têm direito a encontros presenciais ou virtuais para aprofundar o conhecimento matemático e os estudantes de escolas públicas recebem uma bolsa de iniciação científica do CNPq no valor de R$ 100 mensais. Confira aqui a lista dos premiados.
Fonte: Agência Minas
Minas Gerais
Aluna da rede estadual do Sul de Minas ganha bolsa de R$ 2 milhões para estudar em universidade dos EUA

A paixão pela ciência e a busca pelo conhecimento científico motivaram Malu Bustamante, de 18 anos, a trilhar os primeiros passos do caminho que a levaria a ser contemplada com uma bolsa de estudos no valor de R$ 2 milhões para estudar em uma universidade nos Estados Unidos. Aluna da Escola Estadual Mário Goulart Santiago, da cidade de Pedralva, no Sul de Minas, Malu foi a única brasileira selecionada pela Fundação Bill e Melinda Gates para estudar, a partir de agosto de 2023, no curso de Gestão Científica, na Faculdade Claremont McKenna, no estado da Califórnia.
Malu conta com alegria sobre a conquista desse sonho. “Fiquei muito feliz de ser selecionada e ganhar essa bolsa. O resultado saiu no dia da minha formatura do 3º ano do Ensino Médio. Quando li a carta de aceitação da seleção, achei que era mentira”, comemora a estudante. Ela conta que um dos critérios da fundação para a escolha do seu nome foi o desempenho escolar alcançado, desde o 9º ano do ensino fundamental. O processo em que ela participou para concorrer à bolsa começou em 2020, ainda no período da pandemia, e durou cerca de dois anos e meio.
A ciência faz parte da vida de Malu há muito tempo e se tornou ainda mais presente nos últimos três anos, o que a levou a se dedicar para conquistar a bolsa de estudos. Durante o ensino médio, ela participou de competições nacionais e, em 2020, começou a desenvolver pesquisas e a publicar em uma plataforma de rede social. Em 2021, concorreu na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), na qual foi premiada com medalha de ouro. Já na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), ela conquistou a medalha de bronze.
“É uma oportunidade de ver como a ciência é trabalhada mundialmente para trazer ao Brasil os exemplos já aplicados em países que estão à frente nessa área, como Índia, EUA e China. Quero contribuir para trazer mais reconhecimento para área, uma vez que a tecnologia anda lado a lado com o ser humano. Pretendo retornar ao Brasil após a formação e trabalhar na área de implementação de tecnologias inovadoras, como nanotecnologia, computação quântica e interface entre computador e cérebro, porque me identifico muito com essas linhas de pesquisa” relatou.
A vice-diretora da Escola Estadual Mário Goulart Santiago, Teresinha Aparecida Rodrigues, falou da importância dessa premiação, de ver uma aluna da sua escola sendo destaque internacional. “Entrei em 2007 como professora, fui supervisora, vice-diretora e agora serei diretora. Meu papel sempre foi apoiar os alunos. Com o ensino remoto, percebi que a Malu se destacou. Sempre a apoiei e disse que ela poderia chegar em qualquer lugar, bastando acreditar. Não tinha dúvidas de que ela conseguiria essa conquista por causa do empenho e dedicação, sempre foi uma estudante exemplar, conseguiu associar o projeto que participava fora da unidade com os estudos da escola”, ressaltou Teresinha.
Para a estudante, na escola pública há muitos talentos a serem descobertos pelo mundo. “O que mais quero é que eu não seja uma exceção entre milhares de alunos da rede pública, que no futuro isso seja uma realidade para todos”, declarou Malu.
Agora, a expectativa da estudante é permanecer por quatro anos em solo americano até concluir a graduação. Para Malu, o futuro é longo, pois há um grande percurso pela frente fora do Brasil. Ela espera que a ciência seja a ponte que a levará a mergulhar neste grande universo que a estudante define com a frase de William Shakespeare: “Eu poderia viver recluso numa casca de noz e me considerar o rei do espaço infinito”.
Fonte: Agência Minas
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