SEMANA SANTA

Supermercadistas comemoram reabertura e aguardam boas vendas

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Empresários do setor de alimentos em Passos comemoraram a liberação dos comércios – supermercados, açougues e padarias  –  para o atendimento  normal neste final de Semana Santa  quando se celebra a Paixão de Cristo e o Domingo de Páscoa. Havia uma grande preocupação por parte da classe em não poder atender os clientes e,  com isso, ficar com o estoque de produtos parado como peixes e ovos de chocolate. Com o novo decreto lançado pelo prefeito Diego Oliveira, ficou permitido o funcionamento normal dos estabelecimentos e a expectativa dos empresários é de boas vendas.

Na  segunda-feira (29/03),  os empresários do segmento alimentício em Passos  foram pegos de surpresa por decreto lançado pelo prefeito de Passos, que aumentou as medidas restritivas em relação ao funcionamento dos comércios e serviços. Conforme o documento, estabelecimentos deveriam suspender o atendimento presencial entre os dias  31 de março e 3 de abril, ficando liberados somente ao atendimento no delivery. A medida causou surpresa, tanto na população como nos próprios empresários,  e provocou no dia posterior uma verdadeira corrida dos passenses aos supermercados.

O que se viu foram  grandes filas nas portas dos supermercados e aglomeração, tudo o que o decreto pretendia evitar. Os consumidores se mostraram preocupados com o desabastecimento de produtos e alimentos no final de semana.  Por parte dos empresários, a medida causou ‘saia justa’ entre o grupo e  o chefe do Executivo Passense, já que eles tentaram alertar o prefeito após o decreto de que eles não tinham a estrutura adequada para atender os consumidores no delivery, porém Diego  teria se mostrado irredutível.

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Os empresários se uniram e entraram então com uma ação na Justiça na tentativa de derrubar o decreto que suspendia o atendimento presencial, porém essa ação nem chegou a ser apreciada pelo Ministério Público porque menos de 24 horas depois que o decreto 222 começou a valer, o prefeito voltou atrás na decisão. Segundo nota emitida pela assessoria da prefeitura,   consumidores de vários bairros sinalizaram que não estavam conseguindo realizar suas compras no formato online e temiam a falta dos produtos de primeira necessidade.

Ouvido pela reportagem do GMAIS.TV, o empresário Jerônimo Pereira Machado disse que tentou atender os clientes pelo delivery, mas não conseguiu alcançar nem 5% dos atendimentos que costuma realizar presencialmente. “Na minha opinião ele agiu certo em rever esse decreto porque a decisão beneficiou a todos,   a população e os  empresários”, destacou Jerônimo.

O gerente de um hipermercado localizado na rodovia MG-050  também defendeu que  a atitude de Diego de voltar atrás na decisão foi acertada. “Não tenho dúvida disto. Não só a população agradece como também os empresários. Graças a Deus correu tudo bem, os consumidores voltaram a fazer suas compras. Estamos tomando os cuidados necessários, adotando todas as medidas preventivas  como o uso da máscara, álcool gel, mantendo o distanciamento e   controlando o acesso dos consumidores ao supermercado”, garantiu.

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Já Evando Carlos da Silva, gerente de um supermercado no bairro Muarama, comentou que o estabelecimento nem tentou o delivery porque sabia que estruturar esse tipo de venda exige treinamento de funcionários e toda uma logística especial,  não havia condições nem tempo hábil para isso. “Nós atendemos diariamente 1200 clientes  e conseguimos fazer em média 100 entregas à domicílio. Por esse motivo não aderimos o sistema de delivery, porque não conseguiríamos atender a todos”, afirmou.

Quanto às expectativas sobre as vendas, os empresários disseram que são boas, mesmo com todas as limitações e impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19. Conforme eles, os  supermercados vêm registrando  boa saída dos produtos de consumo nestas datas como, por exemplo,  os peixes  do tipo bacalhau, cação, tilápia e  merluza. Do mesmo modo, espera-se liquidar os estoques dos tradicionais ovos de chocolate até  domingo, quando se comemora a Páscoa.

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RECEITA FEDERAL DOA 2,3 TONELADAS DE ROUPAS “PIRATEADAS” AO IFSULDEMINAS PARA FABRICAÇÃO DE MÁSCARAS CONTRA A COVID-19

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A entrega será hoje, 19/04, no Campus Muzambinho. As máscaras produzidas serão destinadas a doações.
Mais de 2,3 toneladas de roupas contrafeitas (“pirateadas”) apreendidas em operações da Receita Federal serão utilizadas na prevenção contra a COVID-19. Parte das peças serão transformadas em máscaras protetoras, que beneficiarão a população carente do sul de MG. A estimativa é de que milhares de máscaras serão produzidas e, posteriormente, doadas às Secretarias Municipais de Saúde, Secretarias Municipais de Ação Social, Habitação e Trabalho e, em especial, à população carente sul mineira A descaracterização das peças e fabricação das máscaras ficarão por conta do IFSULDEMINAS, em mais uma parceria com a Receita Federal.

A entrega das 2,3 toneladas será feita pela Receita Federal ao IFSULDEMINAS hoje, 19 de abril, em Muzambinho, no Campus do IFSULDEMINAS, às 11h da manhã. Estarão presentes o Delegado da Receita Federal do Brasil em Varginha, auditor-fiscal Michel Lopes Teodoro e o Reitor do IFSULDEMINAS Prof. Marcelo Bregagnoli.

Além das quase 3800 peças, nesta quinta-feira, 15 de abril, outra doação foi feita pela Receita Federal ao IFSULDEMINAS: 160 mil litros de bebidas destiladas que serão transformadas em álcool gel 70%. Essas bebidas foram apreendidas em uma fábrica clandestina de cachaça em Montes Claros, em uma operação de fiscalização da Receita Federal e PMMG.

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Da origem criminosa para o destino solidário

As peças de vestuário foram apreendidas em operações de fiscalização da Receita Federal no sul de MG, que combatem o descaminho, ou seja, a importação de mercadorias sem o pagamento do imposto. O objetivo dessas operações é evitar a circulação, em território nacional, de produtos potencialmente nocivos à saúde e ao meio ambiente. Por se tratar de imitações de marcas conhecidas nacionalmente, os vestuários precisam ser destruídos. Uma das formas de destruição prevista na legislação é a descaracterização.

“Após ficarem prontas, as máscaras serão doadas a diversas entidades beneficentes, hospitais e associações mineiras. Essa é uma forma de respondermos à sociedade de forma solidária e também extremamente útil à prevenção da COVID-19, já que sabemos que o uso de máscaras é essencial durante a pandemia”, explica o Delegado da Receita Federal do Brasil no Sul de Minas, auditor-fiscal Michel Lopes Teodoro.

Ainda de acordo com o auditor-fiscal, a destinação sustentável é prática crescente em Minas Gerais. “Além de abarcar os três pilares da sustentabilidade – econômico, ambiental e social -, essa destinação é também solidária, e busca, sempre que possível, ajudar a parcela da população que mais precisa da presença estatal. É mais uma forma de cumprirmos nosso propósito, sempre voltado para o bem comum e para o desenvolvimento coletivo”.

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Para o reitor do IFSULDEMINAS, professor Marcelo Bregagnoli, a parceria tem se mostrado muito positiva e quem ganha é o contribuinte. “Temos uma parceria muito efetiva com a Receita Federal, fortalecendo o valor público entre as instituições. Ações como essa nos enchem de orgulho por sabermos que vamos além do ensino, pesquisa e extensão, ampliando nossas ações sociais junto a sociedade”.

Processo de Transformação

De acordo com o IFSULDEMINAS, a descaracterização acontece com a retirada de etiquetas, marcas e logomarcas em evidência, e o material será reutilizado na confecção de máscaras de proteção contra a COVID-19. Além do vestuário, outros itens estão sendo destinados ao IFSULDEMINAS, como: cintos, sapatos e bonés. Esses artigos serão doados à população de baixa renda ou em situação de vulnerabilidade.

Parceria pelo bem

Desde o início da pandemia, Receita Federal e IFSULDEMINAS trabalham juntos em ações sustentáveis e solidárias. Até o momento, a Receita Federal já entregou ao IFSULDEMINAS 90 mil litros de bebidas alcoólicas e mais de 2500 frascos de perfumes para a transformação em álcool em gel. Além disso, destinou 57 toneladas de tabaco para a transformação de adubo orgânico. Todo o material produzido foi doado a hospitais, entidades beneficentes e associações comunitárias de todo estado.

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